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01/02/2016
Chapada Diamantina - perca-se em vales, cânions, montanhas, cachoeiras e cavernas

A Chapada Diamantina é uma região de serras, protegida pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina, situada no centro da Bahia, onde nascem quase todos os rios das bacias do Paraguaçu, do Jacuípe e do Rio de Contas. O parque nacional é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A vegetação é exuberante, composta de espécies da caatinga semi-árida e da flora serrana, com destaque para as bromélias, orquídeas e sempre-vivas.

 A Chapada Diamantina abrange 24 municípios: Abaíra e seus distritos Ouro Verde e Catolés, Andaraí, Barra da Estiva, Ibitiara, Iramaia, Itaetê, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Novo Horizonte, Palmeiras, Rio de Contas e seus distritos Arapiranga e Marcolino Moura, Seabra, Souto Soares, Tapiramutá, Utinga, Wagner, Boninal, Bonito, Ibicoara e seus distritos Cascavel e Capão da Volta, Iraquara e seus distritos Iraporanga e Água de Rega, Jussiape e seu distrito Caraguataí, Lençóis, Mucugê, Nova Redenção e Piatã e seus distritos Cabrália e Inúbia. Sua população total estimada em 2014 era de 395.620 habitantes. Sendo Seabra, Morro do Chapéu e Iraquara as três cidades mais populosas, segundo dados do IBGE.

Geologia

 As rochas da Chapada Diamantina fazem parte da unidade geológica conhecida como Supergrupo Espinhaço, que tomou este nome por ocorrer na serra do Espinhaço, no estado de Minas Gerais. Apresenta-se em geral como um altiplano extenso, com altitude média entre 800 e 1.200m acima do nível do mar.

As serras que compõem a Chapada Diamantina abrangem uma área aproximada de 38.000 km² e são as divisoras de águas entre a bacia do rio São Francisco (rios S. Onofre, Paramirim) e os rios que deságuam diretamente no oceano Atlântico, como o Rio de Contas e o Rio Paraguaçu.

As montanhas mais altas do Nordeste brasileiro estão na Chapada Diamantina: o Pico do Barbado com 2.033 metros, o Pico do Itobira com 1.970 metros e o Pico das Almas com 1.958 metros.

Parque Nacional

O Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD) foi criado pelo Decreto nº 91.655, de 17 de setembro de 1985, abrangendo 152 mil hectares de terras dos municípios de Andaraí, Ibicoara, Itaetê, Lençóis, Mucugê e Palmeiras.

O Parque protege uma parte da Chapada Diamantina, que é uma denominação regional para a Serra do Sincorá, que, por sua vez, é um prolongamento baiano da Cadeia do Espinhaço, conhecida pela grande diversidade biológica e complexidade de ecossistemas.

A Chapada Diamantina pode ser entendida como um mosaico ecológico formado por campos rupestres, cerrados, caatingas, matas ciliares, mata atlântica e pelas ‘fronteiras’ entre cada um desses ambientes, nas quais novas e singulares conformações ecológicas se apresentam.

A flora da Chapada, muito diversa, destaca-se pelas espécies de campos rupestres e de campos gerais, como orquídeas (Orchidaceae), bromélias (Bromeliaceae), sempre-vivas (Eriocaulaceae) e canelas-de-ema (Velloziaceae). A fauna, por sua vez, destaca-se pela presença de espécies de grandes felinos (onça-pintada e suçuarana); de serpentes constritoras (jibóia, sucuri); de roedores de médio e grande porte (capivara, preás e mocós); da grande riqueza de aves (destaque para o gavião-pé-de-serra, o urubu-rei e o endêmico e emblemático beija-flor-gravatinha-vermelha); veados; peixes variados (chamando a atenção dos cientistas as espécies cavernícolas, como o bagre-cego-albino); cutias; coatis; cachorros-do-mato e antas.

Além da sua importância para a conservação da biodiversidade da região, o PNCD é, em grande parte, responsável pela manutenção da quantidade e qualidade das águas do alto curso do rio Paraguaçu, principal rio baiano, de cujas águas dependem milhões de baianos, inclusive cerca de 60% da população metroplitana da capital, Salvador.

A Chapada Diamantina é um dos principais destinos ecoturísticos do país, tendo, também, grande repercussão no turismo internacional. Parte desse poder de atração da região é devido à sua privilegiada geomorfologia, repleta de cânions, montanhas, cachoeiras, cavernas e as chapadas, propriamente ditas.

No próprio Parque, por exemplo, ocorrem regiões com 480m de altitude que contrastam com picos de mais de 1700m, além da segunda mais alta queda d’água do país.

O PNCD pode ser considerado um ícone das unidades de conservação do país, pois sua criação do resultou da mobilização, no início da década de 1980, de ambientalistas e da sociedade dos municípios do entorno, conscientes da importância de preservar seu patrimônio natural e suas belezas cênicas.

A Sede Administrativa do PNCD fica na cidade de Palmeiras, que está à 470km de Salvador.

Como chegar

VIA TERRESTRE

Para Lençóis (portal de entrada da Chapada)

Real Expresso: 0800 883 8030 www.realexpresso.com.br

Horários ônibus Salvador – Lençóis

Partida 7:00 \  13:00  \ 19:00 \ 23:00  

Chegada 13:00 \ 17:00 \ 23:00 \ 05:00

Obs: Esta linha é a mesma que segue para Palmeiras.

VIA AÉREA

 De Salvador para Lençóis

 Voos regulares para o Aeroporto Horácio de Matos, às quintas e aos domingos.

Azul Linhas Aéreas: 4003 1118 (capitais e regiões metropolitanas); 0800 887 1118 (demais localidades); 55 (75) 3625-0026 (Escritório do Aeroporto de Lençóis) www.voeazul.com.br

Horários: SSA – LEC (Quinta) Partida 14:05 Chegada 15:15 SSA – LEC (Domingo) Partida 14:02   Chegada 15:00 LEC – SSA (Quinta) Partida 15:40 Chegada 16:45 LEC – SSA (Domingo) Partida 15:35 Chegada 16:35

Tempo de viagem \ Saindo de Salvador de avião para Lençóis, o voo tem duração de apenas 45 minutos e o aeroporto está a apenas 20 km da cidade.

Já o percurso de ônibus, dura, em média, sete horas. De carro são aproximadamente cinco horas.

Se vier de ônibus, não se esqueça de trazer uma blusa de frio devido ao ar-condicionado.

O que visitar
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